terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Série Filhas do Poder

LIVROS



1 – Conflito de Desejos
2 – Diplomacia do Amor
3 – Casamento Inesquecível
4 – Acostumado ao Escândalo
5 – Noivado Exclusivo

6 – Interesses do Amor
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Conflito de Desejos




Ela tentou ficar longe dele... 

Cara Cranshaw, relações públicas da Casa Branca, desconfia que o repórter Max Gray a quer só porque não pode tê-la.
O trabalho deles torna um relacionamento bastante complicado e, agora que o presidente tomou posse, impossível. 
Para Max, o que eles têm é apenas um caso. 
Talvez ela seja mais uma em sua longa lista de conquistas. Mas para Cara é algo diferente.
Ela já entregou seu coração para ele. E logo terá seu filho...

Capítulo Um



Era noite de inauguração em Washington D.C., e Cara Cranshaw precisava escolher entre seu presidente e seu amante. Um entrava triunfantemente no salão de festas, ovacionado pelos 800 convidados. 
O segundo olhava ousadamente para ela do outro lado do recinto, seu farto e indomável cabelo escuro caindo sobre a testa, a gravata-borboleta levemente torta, e seus olhos telegrafando a mensagem de que ele a queria nua. 
Por ora, era o repórter investigativo Max Gray que prendia a atenção dela. Apesar de estar determinada a deixar para trás o relacionamento deles, ela não conseguia parar de olhá-lo, nem impedir que sua mão fosse automaticamente para o abdômen dele. 
Max, contudo, estava fora dos limites agora que Ted Morrow assumira a presidência. 
– Senhoras e senhores – falou o mestre de cerimônias ao microfone. 
– O presidente dos Estados Unidos. 
A ovação se transformou num rugido. A banda tocou mais alto, e a multidão abriu caminho para o presidente Morrow. Cara controlou sua expressão, lutando para ser determinada. Não poderia permitir que Max visse a confusão e o alarme que ela vinha sentindo desde que fora a uma consulta médica naquela tarde. 
– Ele está atrasado! – O grito de Sandy Haniford soou agudo no ouvido de Cara. 
Sandy era recém-contratada da assessoria de imprensa da Casa Branca, onde Cara trabalhava como relações-públicas. 
– Só alguns minutos – respondeu Cara, ainda olhando para Max. Determinação, disse a si mesma. 
A gravidez inesperada podia ter virado seu mundo de ponta-cabeça, mas não mudava seu trabalho naquela noite. Nem sua responsabilidade em relação ao presidente. 
– Eu estava esperando que o presidente fosse chegar um pouco cedo – continuou Sandy. 
– Temos um orador para acrescentar. Cara virou a cabeça. 
– Como é? – Outro orador. 
– Você não pode fazer isso. 
– Já fiz – disse Sandy. 
– Desfaça. 
Os oradores, especialmente em eventos realizados por organizações não muito amistosas ao presidente, tinham sido vetados com semanas de antecedência. O American News Service não apoiava o presidente Morrow, mas o baile da rede de TV a cabo era uma tradição. Então, ele não tivera escolha a não ser aparecer ali. 
Seriam apenas 30 minutos. O baile dos militares viria em seguida, e o presidente deixara claro que queria chegar a tempo de saudar as tropas. 
– O que quer que eu faça? – perguntou Sandy. – Que eu dê uma rasteira no cara quando ele chegar ao microfone? 
– Você devia ter resolvido o problema antes de chegar a esse ponto. – Cara pegou o telefone para falar com sua chefe, a secretária de imprensa da Casa Branca, Lynn Larson.


Diplomacia do Amor





Um escândalo prestes a estourar. 


Depois que seu último namorado partiu seu coração e a engravidou, Rowena Tate desistiu de se expor demais na sociedade. 
Mas não ficou imune ao charme britânico de Colin Middlebury, cujas habilidades excediam seus conhecimentos sobre política.
Como diplomata, Colin precisa lidar com uma série de exigências, mas nenhuma se assemelha ao pedido do senador Tate: cortejar sua filha e trazê-la de volta a vida social. 
Colin precisa do apoio do senador, e se aproximar da bela Rowena não será um sacrifício. 
Afinal, além de internacionais, as relações também podem ser íntimas...




Capítulo Um


Rowena Tate se apegou ao pouco de paciência que ainda lhe restava quando a assistente pessoal de seu pai, Margaret Wellington, avisou: 
– Ele mandou dizer que está vindo. 
– E…? – perguntou Rowena. 
– Só isso – falou Margaret, mas, pela voz dela, Rowena soube que estava escondendo alguma coisa. 
– Você mente pior do que eu. Margaret suspirou. 
– Ele me mandou pedir para você se comportar. 
Rowena respirou fundo para se acalmar. Naquela manhã, seu pai lhe informara por e-mail que levaria um convidado para conhecer a creche. Ele exigira 
– não pedira, pois o grande senador Tate jamais pedia nada – que tudo estivesse em ordem. 
Insinuara, não pela primeira vez desde que ela assumira a administração daquele projeto pessoal dele, que Rowena ainda era impulsiva, irresponsável e inepta. Ela olhou pela janela de sua sala para as crianças no playground. 
O céu estava ensolarado, e a temperatura estava a uns agradáveis 20 graus, basicamente o normal para o sul da Califórnia em fevereiro. Rowena podia estar com o pior humor do mundo, mas ver as crianças brincando sempre a fazia sorrir. 
Antes de ter seu filho, Dylan, ela não se interessara muito por crianças. Agora, já não conseguia mais imaginar uma profissão mais gratificante. E sabia que, se não tomasse cuidado, seu pai também lhe privaria daquilo. 
– Ele nunca vai confiar em mim, vai? 
– Ele deixou você no comando. 
– Sim, mas, depois de três meses, continua me vigiando atentamente. Às vezes, acho que ele quer que eu fracasse, só para poder dizer “eu avisei”. 
– Não é verdade. Ele ama você, Row. Só não sabe como demonstrar. 
Tendo sido assistente do pai dela por 15 anos, Margaret era como um parente e uma das poucas pessoas que compreendiam o complicado relacionamento entre Rowena e o pai. 
Margaret já trabalhava com eles desde antes de a mãe de Rowena, Amelia, causar um incrível escândalo ao fugir com o protegido do senador. E as pessoas ainda se perguntavam por que Rowena era tão estranha… Era, lembrou Rowena a si mesma. 
– Quem é desta vez? – perguntou a Margaret. 
– Um diplomata britânico. Só sei que ele quer que seu pai apoie um acordo tecnológico com o Reino Unido. E acho que tem algum título de nobreza. O senador devia ter adorado aquilo. 
– Obrigada pelo aviso. 
– Boa sorte, querida.


Casamento Inesquecível




Lembranças apaixonadas. 


A produtora de eventos Scarlet Anders sempre buscou fazer a coisa certa. Mas ao conhecer o bilionário Daniel McNeal, um homem sexy, indomável e sarcástico, ela passa a questionar suas escolhas. 
Quando Scarlet tropeça em um véu de noiva por acidente e leva um tombo, tudo muda. Uma amnésia inesperada transforma a srta. Certinha em um vulcão de sensualidade. 
Ela topa na hora a proposta de Daniel, e ambos vivem um caso intenso e selvagem. Depois que recupera a memória, Scarlet se dá conta de que está apaixonada. Mas e Daniel? 



Capítulo Um 


Anjos vivem entre nós. E aquele, especificamente, estava equilibrado numa escada portátil, decorando um arco com girassóis e cupidos. 
Seu cabelo avermelhado chamava atenção para as esmeraldas em suas orelhas, joias que homenageavam a cor de seus olhos. Junto com uma saia escura e uma blusa de seda coral, o conjunto completo dizia refinada e sexy. Havia um par de sapatos de salto ao lado da escada.
Cruzando os braços, Daniel McNeal chegou a uma conclusão: um beijo daquele anjo deixaria um mortal de joelhos. 
Passar tempo com uma planejadora de eventos de Washington não costumava constar da lista de seus afazeres. Por isso, o único motivo para Daniel estar ali era cuidar do vindouro casamento de seu melhor amigo. Quando ela – o anjo – terminou de pendurar o último cupido e começou a descer, ele se aproximou, ansioso pela apresentação. 
Uma fração de segundo depois, o pé dela escorregou. A gravidade a puxou para trás e Daniel correu, deu um salto à frente e, felizmente, segurou-a antes que atingisse o chão.
Com o coração disparado, ele a ergueu enquanto os arregalados olhos de seu anjo olhavam fixo para o teto, seu peito subindo e descendo de medo. Então, o olhar dela o encontrou. 
– Já subi várias vezes naquela escada. Nunca tinha escorregado. – Seus lábios carnudos tremeram ao formar um sorriso. 
– Preciso mesmo agradecer a você. 
– Sei o jeito ideal. Jante comigo hoje. Ela soltou uma risada. Então, franziu o cenho e o encarou. 
– Nem sei o seu nome. 
– Daniel McNeal. 
– Daniel McNeal, famoso pela Waves, a rede social? Agora o estou reconhecendo. Você é australiano, não? Ele assentiu. 
– E você deve ser Scarlet Anders. Ali, na DC Affairs, ela era parceira de Ariella Winthrop, a mulher que fora rotulada como a filha secreta do presidente recém-eleito. 
A alegação, feita por um repórter do American News Service num baile comemorativo, deixara a nação de queixo caído. A pergunta óbvia era: se Ariella era mesmo a filha do presidente Morrow, quem fora o responsável pelo vazamento da informação? E até onde ia a invasão de privacidade? 
– Veio por causa de um casamento, sr. McNeal? 
– Sim. Mas não do meu. O sorriso dela se alargou. Em seguida, seus olhos se arregalaram de novo, e Scarlet se contorceu até que ele não tivesse escolha a não ser colocá-la no chão. 
– Muito melhor. Agora, podemos falar de negócios. 
– Para mim, estava ótimo conversar daquele jeito. O rosto dela corou antes de Scarlet recompor sua expressão. 
– Quer dizer que veio falar de um casamento? 
– Sou o padrinho de Max Grayson. Ela ficou empolgadíssima. 
– Max é noivo de uma das minhas melhores amigas, Caroline Cranshaw – afirmou Scarlet. 
– Queremos que o dia de Cara seja mais do que perfeito. 
– É exatamente esse o meu objetivo. 
– Nesse caso, é um prazer duplo conhecê-lo, sr. McNeal.


Acostumado Ao Escândalo





Decoro x Destino. 


Lucy Royall pode ser a enteada de um dos homens mais poderosos da mídia de Washington, mas não é uma princesinha mimada. Ela constrói a própria carreira como repórter. 
Contudo, quando o investigador Hayden Black acusa seu padrasto de um crime, Lucy demonstra lealdade à família e o desafia. 
A relação deles passa da prestação de contas à paixão, e ela vive uma noite inesquecível com Hayden… 
Não poderia existir uma situação de conflito de interesses mais apaixonada! Mas será que Lucy e Hayden conseguirão enfrentar um escândalo que irá abalar as estruturas do país? 



Capítulo Um 


Hayden Black procurou em meio aos documentos e às fotos sobre a mesa de sua suíte num hotel em Washington até encontrar aquilo de que precisava. Olhos cor de mel assombrosamente lindos; cabelo loiro reluzente na altura dos ombros; lábios vermelhos perfeitos. 
Lucy Royall. A chave de sua investigação para o Congresso, que destruiria o padrasto dela, Graham Boyle. Depois de sua pesquisa preliminar, Hayden concluíra que a herdeira de 22 anos era a pessoa de quem ele poderia arrancar todas as informações sobre as atividades criminosas de Boyle. 
Hayden pegou outra fotografia, uma imagem publicitária dela da rede de notícias de Boyle, o American News Service, onde Lucy trabalhava como repórter júnior. Mesmo com o tom profissional e os olhos com pesada maquiagem, ela parecia jovem e inocente demais para estar envolvida com a suja invasão ilegal que o ANS praticara nas linhas telefônicas dos amigos e familiares do presidente. 
Contudo, aparências podiam enganar, especialmente com relação a princesas mimadas. Ninguém sabia disso melhor que Hayden. Lucy Royall era a enteada do bilionário Graham Boyle desde os 12 anos, e seu pai, falecido, deixara uma vasta fortuna para ela. 
Ele pegou a foto de outra jornalista loira, Angelica Pierce, repórter sênior do ANS. Hayden finalizara uma entrevista com a srta. Pierce fazia dez minutos. Angelica se mostrara ávida por ajudar, dizendo que o escândalo das escutas telefônicas manchava o nome de todos os jornalistas. E ficara ainda mais ansiosa para ajudar falando de Lucy Royall. 
Segundo Angelica, quando Lucy se formara na faculdade, Boyle lhe dera o emprego de repórter júnior, deixando para trás muitos candidatos mais qualificados. Agora, Angelica afirmava, Lucy “desfilava pelo escritório, recusando tarefas das quais não gostava e querendo privilégios”. 
Durante a entrevista, porém, Angelica fizera algo especialmente interessante: mentira para Hayden, dizendo que Lucy a ameaçara. Os sinais da linguagem corporal dela foram quase imperceptíveis, mas ele já entrevistara incontáveis pessoas ao longo dos anos e estava acostumado a detectar o que outros deixavam passar. Hayden tinha a impressão de que havia mais naquela história. 
Sim, sua primeira reação era sempre a de desconfiar de jornalistas; eles eram acostumados demais a manipular fatos para criar uma boa matéria. Porém, aquela investigação se concentrava em jornalistas. 
Sendo assim, pelo bem da objetividade, Hayden precisaria deixar essa desconfiança de lado. Ele pegou uma foto de Graham Boyle. A pesquisa que Hayden fizera ao investigar as escutas telefônicas e outras atividades ilegais para o comitê do Congresso sempre acabava levando de volta a Boyle. E a sua enteada. 
Talvez Angelica Pierce tivesse mentido sobre a ameaça de Lucy Royall, possivelmente para proteger seu emprego. Hayden, entretanto, não tinha dificuldade para acreditar que a srta. Royall era uma princesa mimada brincando de jornalista. 
O que, para ele, estava ótimo. Conseguir uma confissão dela a respeito dos negócios sujos de Boyle seria brincadeira de criança. Hayden tinha experiência suficiente com herdeiras mimadas para saber muito bem como lidar com elas. 




Noivado Exclusivo


"O que acontece no elevador não sai do elevador, certo?" 

Preso entre dois andares com sua funcionária temperamental, o magnata da mídia Liam Crowe não consegue resistir à quimíca entre eles. 
Primeiro, Francesca Orr xingou seu novo chefe na sala de reuniões. Depois, o beijou!
Liam então, oferece um novo cargo: noiva dele. 
A única maneira que ele tem de controlar a rede de notícias que acabou de adquirir é se casando. 
E Francesca é perfeita para o papel de noiva de fachada. 
Ela concorda com o plano, mas logo a relação se torna bem real, pois não há nada de falso em Francesca...

Capitulo Um

Figlio di un allevatore di maiali.Liam Crowe não falava italiano. O novo proprietário da rede de notícias American News Service mal sabia pedir comida italiana e tinha quase certeza de que sua vice-presidente executiva de relações comunitárias sabia disso. 

Francesca Orr resmungara aquelas palavras durante a reunião de emergência da diretoria naquele dia. Ele as anotara para poder pesquisar depois. As palavras tinham saído dos lábios dela de forma sedutora. Contudo, Liam tinha a distinta impressão de que não iria gostar do que ela lhe dissera. 
Ele não esperara que fosse fácil assumir o comando da empresa que fora de Graham Boyle. O ex-proprietário e vários funcionários estavam na cadeia, depois de um escândalo com escutas telefônicas que atingira o presidente dos Estados Unidos. 
Liam estava em meio a um caos corporativo e político, mas fora justamente por isso que conseguira se tornar acionista majoritário da empresa. Ele sempre quisera o ANS, a menina dos olhos da imprensa. Sendo assim, eles tinham um grande escândalo a superar e uma reputação a reconstruir. 
Nada era fácil na vida, e Liam gostava de desafios. 
No entanto, certamente esperara que os funcionários do ANS, especialmente a diretoria, fossem lhe dar apoio. Desde o zelador da noite até o diretor financeiro, todos os empregos estavam em risco. A maioria das pessoas com quem ele conversara estava empolgada com a chegada dele. Mas não Francesca. Aquilo não fazia sentido. Sim, seu pai era um rico e famoso produtor cinematográfico que a sustentaria se ela perdesse o emprego no ANS, mas a caridade era o trabalho dela. Sem dúvida, ela se importava tanto com os funcionários quanto com órfãos e pacientes de câncer. 
Entretanto, não era o que parecia. Francesca se sentara à mesa de conferência com seu terninho vermelho justo e se transformara no diabo. Liam fora avisado de que ela era uma mulher fervorosa e teimosa, mas não estava pronto para aquilo. 
Com a simples menção ao racionamento do orçamento da empresa para ajudar a absorver os prejuízos, ela se enfurecera. Mas simplesmente não podiam investir milhões em causas beneficentes se eles próprios estavam numa posição financeira complicada. Suspirando, Liam saiu da sala de conferência para almoçar. Planejara ir com alguns dos diretores, mas todos tinham se dispersado depois que a constrangedora reunião se encerrara.
Estranhamente, a única coisa que tornara aquilo tolerável para ele fora observar a própria Francesca. 
Numa sala cheia de executivas mais velhas e homens de ternos escuros, Francesca era uma explosão de cor e vida. Mesmo quando ela não estava falando, o olhar de Liam não parava de buscá-la. Seu cabelo era como ébano, fluindo sobre os ombros, descendo em ondas pelas costas. Seus olhos tinham um tom castanho-escuro e eram intrigantes. 
Quando ela discutira com ele, a cor subira ao seu rosto, dando a sua imaculada pele bronzeada um tom rosado.
Liam costumava ter um fraco por mulheres ardorosas e exóticas. E Francesca, se não estivesse tentando arruinar o dia dele e talvez até o ano, seria exatamente do tipo de mulher que ele convidaria para sair. 


Interesses do Amor




Realeza americana. 

Como se não bastasse descobrir que é a filha secreta do presidente dos Estados Unidos, Ariella Winthrop ainda se apaixona por um príncipe inglês. 
A vida não poderia ficar mais complicada... Ou poderia? 
Divertir-se com Simon Worth em encontros apaixonados, ainda que secretos, é uma coisa. Mas um relacionamento sério? 
A monarquia britânica definitivamente não quer ver um dos seus amados príncipes envolvidos com uma americana rodeada de escândalos. 
No entanto, tudo muda quando Ariella descobre que espera um bebê de sangue azul. Agora, ela não terá mais como disfarçar...


Capítulo Um


– O príncipe está olhando para você. 
– Talvez a taça dele esteja vazia. – Ariella Winthrop enviou uma mensagem de texto pedindo outra rodada de salmão e caviar. O evento de gala que planejara era para arrecadar fundos para um hospital, e havia quase 600 convidados no salão. 
– Vou mandar um garçom até ele. 
– Você nem o olhou. – Francesca Crowe, uma glamourosa amiga dela, era uma das convidadas da festa e se encaixava perfeitamente na multidão de bilionários.
Costumava ser constrangedor quando as amigas de Ariella iam aos eventos dela e queriam conversar e ficar por perto enquanto ela precisava cuidar dos detalhes. Felizmente, podia ser franca com Francesca. 
– Estou ocupada trabalhando. E tenho certeza de que você está imaginando coisas. – Ela sequer olhou para o príncipe. Com sorte, ele já parara de olhá-la; estava começando a ficar envergonhada. 
– Talvez ele esteja intrigado com a misteriosa filha do presidente dos Estados Unidos. 
– Vou fingir que não ouvi isso. E não quero mais saber da ideia de conhecer o presidente Morrow na rede de TV do seu marido. – Francesca sabia que ela estava brincando, mas o coração de Ariella se apertou ao pensar naquilo. Todos estavam falando dela e de seu famoso pai, e ela sequer fora apresentada ao homem. 
– Dê uma olhada. Ele é lindo. Contra a própria vontade, Ariella ergueu o olhar. Seus olhos se fixaram num homem alto. O cabelo loiro-escuro cortado curto contrastava com o smoking preto. Uma rajada de energia foi disparada pelo ar quando ele começou a caminhar na direção dela. 
– Oh-oh, ele está vindo para cá. 
– Eu disse que ele estava olhando para você. 
– O que será que há de errado? – A pulsação de Ariella disparou, e ela plantou no rosto o sorriso mais solícito que conseguiu enquanto ele se aproximava. Nunca era fácil saber se ela devia se apresentar naquelas situações. 
Afinal, estava trabalhando; não era uma das convidadas. Antes que Ariella pudesse organizar seus pensamentos, ele já estava diante dela, estendendo a mão. 
Então ela a apertou. A pegada dele era previsivelmente firme e autoritária. 
– Srta. Winthrop, Simon Worth. 
Ele sabia o nome dela? Provavelmente lera na imprensa, como todas as outras pessoas. 
– É um prazer conhecê-lo. – Os olhos dele se fixaram nos dela intensamente. De um tom cor de mel escuro, eles pareciam enxergar diretamente através da fachada profissional dela, vendo a mulher por trás de tudo. 
– Estou impressionado. – A voz dele era grave e fez algo despertar dentro dela. 
Ah, céus. Não havia nada de bom em se sentir atraída por um convidado da realeza. 
– Ah, obrigada. É muita gentileza. – Era infrequente que convidados agradecessem pessoalmente à planejadora do evento. Ou sequer percebessem que ela existia. 
– Gostamos muito de organizar eventos beneficentes.



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