segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

TUDO PELO CHEFE

LIVRO
TUDO PELO CHEFE
Título original: At Your Service
Amy Jo Cousins

Algumas mentiras inocentes haviam feito com que Grace Haley acabasse trabalhando como garçonete no bar do Tyler. Como herdeira de uma cadeia de restaurantes de Chicago, Grace sabia perfeitamente como funcionava uma cozinha...
Tyler sabia que Grace tinha um segredo, mas isso não lhe impedia de fantasiar com ela dia e noite. Infelizmente, parecia empenhado em não deixar-se levar por aqueles beijos apaixonados. Até que o desejo se tornou esmagador e Tyler começou a se perguntar se seu passado negro os separaria para sempre...
Não podia revelar sua verdadeira identidade a ninguém...nem sequer ao seu belo chefe




Capítulo I
É completamente sério. Precisa de mim e vai me contratar. É inevitável.
-Cruzou os dedos de uma mão e esticou a outra para apertar a do homem que estava atrás do bar. Ele tinha olhos escuros e expressão reservada olhava para ela como se tivesse duas cabeças, supôs que se chamava Tyler, já que o restaurante se chamava assim. Segundo o pôster da porta, aquela noite era a inauguração... e estava segura de que, em toda Chicago não havia uma mulher mais desesperada por encontrar trabalho como ela.
Um pouco nervosa, tocou os cabelos recém tingidos, considerando a idéia de partir dignamente antes de fazer ridículo.
Então recordou a razão pela qual estava no restaurante: necessitava de dinheiro para o ônibus porque só tinha um bilhete de vinte dólares no bolso. Só esse bilhete. E um bom de trabalho soa tão bem quando vinte dólares.
Depois de permanecer duas semanas escondida, não tinha outra opção. Grace acreditou ouvir então a voz de sua avó:
“Você é uma Haley, não se esqueça. E é firme como todos os Haley”.
Não teria tido a cara de lhe falar assim se não fosse porque quando entrou no restaurante contemplou, atônita, como os empregados, uma família mexicana, se despediam em massa porque a seu primo havia ganho na loteria de Acapulco.
Um terrível problema para o proprietário de um restaurante no dia da inauguração.
Mas Tyler, um homem muito bonito, seguia sem apertar sua mão e ela não pensava em se afastar. E tampouco pensava sair dali sem conseguir o emprego.
Ainda não eram nem dez da manhã e o dia já começava mau. Tyler se alegrava pela família García, mas não ter empregados no dia da inauguração era uma tragédia.
Faria algumas ligações, procuraria gente, ele poderia resolver, pensou. Mas não tinha tempo para tratar com a pessoa que estava do outro lado da bar.
Praticamente tinha a palavra “desesperada” escrita na testa. E as sombras sob seus olhos azuis lhe davam um ar de fragilidade que lhe partia o coração. Com aquele cabelo loiro tão bonito, ondulado, caindo sobre seus ombros, era uma garota linda. Mas estava mais nervosa que um ex-condenado o dia que saiu da prisão.
Dava-lhe pena, mas não tinha tempo para ela. Levava dez anos esperando aquele momento e se queria que tudo saísse bem não podia ficar a cuidar meninas.
-Me desculpe linda. Mas terá que ter mais de vinte e um anos para servir bebidas em Chicago.
Ela soltou uma gargalhada. Uma gargalhada alegre, cheia de vida.
-Obrigado, lendo. Mas se o que tenta é me alegrar o dia, prefiro o trabalho aos galanteios.
-Galanteios?
-Tyler... se chama Tyler, certo?
-Sim.
-Bom, Tyler, então deve saber que falta pouco para completar trinta. Se o que quer é me aceitar, não se incomode.
Foi como se tivesse ligado um interruptor. Tyler não sabia como, mas de repente a adolescente nervosa se converteu em uma garota pronta, rápida e divertida; justo o tipo de garçonete que precisava.
Quando entrou no restaurante e lhe disse, muito segura de si mesmo, que ele ia contratá-la porque a necessitava dela, o fez para dar a impressão de uma confiança inventada. Mas agora a confiança era autêntica, o humor genuíno.
A expressão daquele anjo loiro dizia: “Já passei por isso e não pode imaginar o que vais perder se me deixa escapar”.
Mas uma confiança que aparecia tão rápido poderia desaparecer da mesma forma...
-Estava tentando lhe dizer que não de uma forma amável. Não tenho trabalho para você.
- O que não era? Bom, se for te pôr assim de cabeçudo... -replicou ela, sentando em um banquinho -. Esperarei aqui até que decida me contratar.
Logo que se sentou sobre ele a cavalo, com um movimento que lhe acelerou o coração. Porque, de repente, a tinha imaginado fazendo o mesmo mas nua, em cima dele.
“Calma, Tyler”, disse pra si mesmo. A garota está procurando um trabalho, não um amante.
-Quero dois dólares em cima do salário mínimo.
-O que? Os garçons ganham dois dólares por debaixo do salário mínimo porque se levam as gorjetas.
-Não me diga? me parece que, com o problemão que tem aqui, não pode discutir. E como sou a única que se ofereceu para trabalhar...
-Mas não cobrando por cima do salário mínimo.
De repente, Tyler se deu conta de que estava negociando.
Era preparada. Muito pronta.
-Olhe, se pensar bem, sou uma pechincha. Além de ser garçonete certamente também terei que lavar os pratos. Pelo menos, a princípio. Terei dois empregados pelo preço de um.
-Dois empregados que cobrariam por cima do salário mínimo.
-Mas é que precisa de mim -  ela sorriu , afastando o cabelo do rosto -. Você sabe e eu também.

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